Não vá, seja enviado!

Percebo que cresce o número de missionários que desejam caminhar de forma independente, sem serem enviados por uma igreja local e sem prestar contas a alguma liderança. Há também igrejas que não dão atenção ao envio missionário ou não desejam participar deste processo.

Parece-me que a Bíblia dá clara importância ao processo do envio missionário, coordenado por Deus e envolvendo tanto a igreja quanto os vocacionados. Em Atos 13, nos versos 1 a 4, lemos que a igreja em Antioquia estava orando e jejuando quando ouviu a voz do Espírito Santo e impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé para que chegassem aos gentios.

O verso 1 fala sobre aqueles que eram reconhecidamente líderes na igreja em Antioquia. O verso 2 destaca que Paulo e Barnabé “serviam ao Senhor”, demonstrando que possuíam vida com Deus e testemunho entre os irmãos. Logo depois, declara que o próprio Espírito Santo falou com a igreja para que os separasse “para a obra a que os tenho chamado”, que era a evangelização dos gentios.

Não sabemos como a igreja ouviu a voz do Espírito, mas a Palavra esclarece a sua postura de busca, oração e submissão ao ouvi-la. O verso 3 afirma que a igreja (possivelmente os líderes) impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé e os despediu. Despedir, do grego apoluo, significa “não reter”, ou seja, soltar as amarras ou abrir a porta para que alguém saia. O verso 4 narra que eles, enviados pelo Espírito Santo, logo seguiram para Chipre cumprindo a missão.

A declaração de que foram “enviados pelo Espírito Santo” não exclui a igreja ou os missionários deste processo, ao contrário, os inclui. Enviar, do grego ekpempo, significa “fazer sair”. A figura nos versos 3 e 4 é da igreja abrindo a porta e do Espírito Santo fazendo Paulo e Barnabé saírem. Assim, a narrativa do texto demonstra que todo o processo de enviar e ser enviado se deu na igreja de Deus (v 1), foi elaborado pela iniciativa de Deus (v 2), conduzida na relação com Deus (v 3) e finalizada por Deus (v 4). O papel da igreja ao enviar, e do missionário a ser enviado, portanto, é fazer a vontade de Deus.

A imposição de mãos possuía um significado específico entre judeus, romanos e gregos no primeiro século. Era um sinal de autoridade, reconhecimento e cumplicidade. Havia, portanto, compreensão de um forte vínculo de relacionamento entre a igreja enviadora e os missionários enviados.

Ao vocacionado ao ministério, aconselho: não vá, seja enviado. Envolva-se com sua igreja local a fim de que o seu chamado e dons sejam reconhecidos, a voz do Espírito seja ouvida e você seja enviado pela igreja e como parte da igreja.
Aos pastores e líderes, aconselho:  não retenham aqueles que Deus tem chamado. Envie-os em nome de Jesus para que o evangelho de Jesus seja proclamado e o Seu Nome glorificado.

Que andemos juntos, os que enviam e os que são enviados, para que, pela graça e misericórdia de Deus, a mensagem do evangelho se espalhe chegando a todos os povos da terra.

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Ronaldo Lidório
É pastor presbiteriano e missionário ligado à Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e à WEC Internacional. Atuou por nove anos no noroeste africano, entre o povo konkomba-bimonkpeln, como plantador de igrejas e tradutor do Novo Testamento. É autor de 15 livros, entre eles Introdução à antropologia missionária e Comunicação e cultura, publicados por Edições Vida Nova.

Existem povos não alcançados no Brasil?

Muitas vezes o uso constante de algumas expressões acaba por nos distanciar do peso de seu real significado. Isso acontece quando nos referimos corriqueiramente às Escrituras como “Palavra de Deus” sem de fato considerarmos que neste livro o próprio Deus fala com seu povo, usando suas próprias palavras. O mesmo ocorre com o termo “Povos Não Alcançados” tão usado na missiologia e diluído na prática diária da igreja. De tanto ouvirmos essa expressão nos últimos anos acabamos por não assimilar de fato que ainda hoje existe povos que nunca ouviram falar de Cristo e de seu amor.

Um bom exemplo de Povo Não Alcançado é a tribo isolada que foi avistada no final de 2016 por um fotógrafo que sobrevoava a floresta amazônica, próximo à fronteira do Acre com o Peru. Por causa de uma tempestade seu helicóptero precisou fazer um desvio de rota. Foi quando ele se deparou com um aldeamento no meio da mata. “Depois da chuva, a gente voltou e viu umas malocas feitas de palha. A gente estava voando muito rápido, mas vimos plantações e decidimos voltar. Encontramos a tribo e eu comecei a fotografar”[1] relata.

Índios do Maitá – Tribo isolada fotografada em 2016

Apesar do sobrevoo de apenas sete minutos o povo – identificado como Índios do Maitá – se assustou com a aproximação da aeronave e passou a disparar várias flechas para tentar afugentá-los. O curto tempo foi suficiente para algumas observações da tribo. Um sertanista da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que também estava na viagem identificou que aquela aldeia é composta por aproximadamente 300 pessoas; as mulheres usam saiotes de algodão tecido e os homens são carecas da metade frontal da cabeça e tem o cabelo comprido na parte de trás; os índios são altos e foram identificadas plantações de milho, banana, mandioca e batata. No sobrevoo não foram detectados nenhum objeto ou quaisquer outras características que mostram alguma influência ou contato com pessoas da cidade.

Os Índios do Maitá são considerados isolados[2], mas a FUNAI já tinha conhecimento de sua existência e localização desde 2008. Um fator que torna difícil seu contato é a floresta extremamente densa e seu constante deslocamento. Segundo o sertanista eles mudam de aldeia a cada 5 anos: “Eles ficam em uma aldeia e depois mudam ela para dois ou três quilômetros adiante” informa.[3]

Povo Sapanawa – teve seu primeiro contato com não-indígenas em 2014

Outro exemplo de Povo Não Alcançado no Brasil é o povo Sapanawa. O belíssimo documentário “Primeiro Contato: Tribo Perdida da Amazônia”, dirigido por Angus Macqueen e disponível na Netflix, registra o primeiro contato deste povo com os não indígenas na fronteira do Brasil com o Peru em junho de 2014. Um ano depois desse primeiro contato toda a tribo – composta por 35 pessoas ao todo – veio se estabelecer em terras brasilis.

É espantoso o fato de que ainda hoje, em plena segunda década do século XXI ainda exista povos isolados e, consequentemente, inalcançados com a mensagem do evangelho. Mais espantoso ainda é ver alguns cristãos se apropriando do discurso da academia, defendendo o isolamento e o não-contato com indígenas como os do Maitá, valorizando seu status quo em detrimento de seu destino eterno.

Números

Segundo uma pesquisa realizada pelo Departamento de Assuntos Indígenas (DAI) da Associação de Missões Transculturais do Brasil (AMTB) e publicada em 2010, das 340 etnias indígenas reconhecidas em nosso país 27 delas são completamente isoladas e 10 são parcialmente isoladas. Além disso ainda há outras 35 etnias que estão em risco de extinção (por terem menos de 35 indivíduos). [4]

Apesar deste texto focalizar a necessidade de evangelização entre povos indígenas isolados, não quero dar a entender que estes são os únicos povos não alcançados no Brasil. No 7º Congresso Brasileiro de Missões a AMTB apresentou a realidade dos 8 povos menos alcançados no Brasil.

Os povos indígenas – que encabeçam esta lista – incluem não apenas indígenas isolados, mas também etnias que já foram contatadas de alguma forma. Segundo a pesquisa do DAI-AMTB[5] das 340 etnias existentes no Brasil, 121 delas são pouco ou não evangelizadas. Destas, 74 tem acesso viável, com permissão para entrada ou possibilidade geográficas de alcance. O que faltam são cristãos dispostos a servir ali.

A pesquisa do DAI-AMTB identificou a necessidade de se levantar 500 novos missionários[6] para completarmos a tarefa da evangelização indígena no Brasil. Esse número não parece ser difícil de alcançar se considerarmos a quantidade de igrejas evangélicas em nosso país.

A tarefa é urgente

A verdade, porém, é que a igreja brasileira só vai entender a urgência da sua tarefa missionária se conseguir olhar para os “Povos Não Alcançados” da perspectiva do próprio Cristo. “‘Fazei discípulos de todas as nações’, disse Jesus. Como Senhor do céu e da terra, Jesus estava mais consciente da absoluta magnitude de ‘todas as nações’ do que qualquer um de seus discípulos poderiam estar. A partir do Antigo e Novo Testamentos, sabemos que Deus não ficará satisfeito até que os confins da terra tenham ouvido a boa-nova de sua grandiosa obra de redenção e que Jesus tenha discípulos entre todos os povos.”[8]

 

FONTE: Ultimato

Notas
[1] http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38399604
[2]
 Para a FUNAI, “são considerados índios isolados os que vivem em grupos desconhecidos ou de que se possuem poucos e vagos informes”. (Lei nº 6001, de 19/12/1973, art nº4)
[3] http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/12/fotos-revelam-novas-caracteristicas-de-indios-isolados-na-fronteira-do-acre.html
[4]
 Relatório Indígenas do Brasil, DAI-AMTB (2010),  p.6.
[5] Relatório Indígenas do Brasil, DAI-AMTB (2010),  p.18
[6] Relatório Indígenas do Brasil, DAI-AMTB (2010),  p.15
[7] http://www.ultimato.com.br/conteudo/quem-sao-os-menos-evangelizados-no-brasil
[8] Christopher Wright, A Missão do Povo de Deus, p.343-344

• Héber Negrão é paraense, mestre em Etnomusicologia e casado com Sophia. Ambos são missionários da Missão Evangélica aos Índios do Brasil (MEIB)e da Associação Linguística Evangélica Missionária (ALEM). Residem em Paragominas (PA) e trabalham com o povo Tembé.

Inclusão e Missões

 

Como falar de Educação, missões e não falar de inclusão? Vive-se num mundo onde as pessoas estão fechadas nos seus grupos e pensam nos seus próprios interesses. A Doutora e Educadora Maria Teresa Mantoan diz que: “A inclusão é a diferença e não a pessoa diferente. Quando incluímos fazemos a diferença na vida do indivíduo.” Inclusão é acolher e missões faz isso, acolhe.

O apóstolo Paulo na sua carta aos Filipenses no capítulo 2, verso 4, chama a atenção para o viver inclusivo e se posiciona desta forma: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.” Viver uma Comunhão entre irmãos, caracterizada pela mesma forma de pensar, pelo mesmo amor, em um só espírito (unidos de alma, em harmonia) e atitude; precisa estar de acordo, em comunhão com o Espírito.

Jesus é o maior exemplo de inclusão, ele traz para perto as crianças, como diz no Evangelho de Jesus segundo escreveu Mateus no capítulo 19, verso 14: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Ele escolhe 12 homens bem diferentes para treinar: pescador, médico, cobrador de impostos… “E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:” Lucas 6:13.  Segundo os evangelhos, Jesus realizou ao redor de 40 milagres notórios. Deles todos, pelo menos 21 são relacionados a pessoas com os mais variados tipos de deficiências físicas ou sensoriais e doenças crônicas.  Esse é o mesmo Jesus que veio para os Judeus, os eleitos, e eles o rejeitaram. Os gentios foram inclusos no plano de salvação, por isso, existem missionários por todo mundo falando desse amor. No mundo missionário, todos podem fazer parte, o indivíduo e sua síndrome, transtorno e deficiência. O evangelho é múltiplo. Os missionários acolhem as suas culturas e costumes, e por onde passam, às vezes são acolhidos. E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. Êxodo 4:10-12

Na educação escolar, os educadores, lutam por uma escola onde todos possam ter direito de frequentar. Um lugar onde a criança, o adulto e ancião possam se sentir parte daquele ambiente. “A inclusão implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não atinge apenas alunos com deficiência e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos os demais, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Os alunos com deficiência, constituem uma grande preocupação para os educadores inclusivos. Todos sabemos, porém, que a maioria dos que fracassam na escola são alunos que não vêm do ensino especial, mas que possivelmente acabarão nele!”  (Mantoan, 1999).

Incluir, é um grande desafio que requer amor, esforço, visão, dedicação e atitude! 

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Mauricia Mendes
Missionária atuante no Continente Africano, país Guiné-Bissau, na cidade de Bafatá. Pedagoga, psicopedagoga, Educadora Cristã, Professora de Apoio Especializado.

Fonte de Pesquisa:
Bíblia Missionária de Estudo, INCLUSÃO ESCOLAR O QUE É? POR QUÊ?  COMO FAZER? Autor(a), MANTOAN, Maria Tersa. ISBN, 9788532309990. Edição / Ano, 1/2015. https://www.youtube.com/watch?v=wgJ2Qwy61N8&t=242s A EDUCAÇÃO ESPECIAL na Perspectiva da INCLUSÃO ESCOLAR:  A Escola Comum INCLUSIVA https://www.youtube.com/watch?v=4EnqmryCye4&t=3317s  Educação inclusiva: o desafio das diferenças nas escolas

Projeto Keru Jamm

PRECISAMOS URGENTE DE UM TRANSPORTE.

Keru Jamm, é um projeto Missionario no Senegal que acolhe crianças vulneráveis, órfãos de pai ou mãe e vem de várias partes do país.

O projeto Keru Jamm (Casa de paz) é mantido por ofertas voluntárias e é coordenada pelos pastores Messias e Ray que cuidam de 66 crianças e adolescentes.

 

As crianças vivem como uma família e tem uma rotina diária. Elas têm amor, atenção, educação, alimentação, aulas de inicialização musical, reforço e alfabetização além de orientação espiritual para viverem uma vida íntima com Deus.

Recebemos uma proposta para comprarmos um carro de 14 lugares que pertence a outra instituição. Esse carro nos ajudará bastante nas demandas da casa como fazermos as compras e usarmos como transporte escolar das crianças menores.

Esta campanha é um passo de fé diante do momento em que o mundo vive economicamente. A crise não pode deter a missão de Deus. Contribua com fé e alegria, abençoe a vida destas crianças.

PIX ITAÚ: CNPJ: 59 570 143 0001 81
BRADESCO: Ag.: 0837 | C.c: 59650-7.
Kairós Associação Para Treinamento Transcultural

IMPORTANTE: Envie comprovante com o nome PROJETO KERU JAMM para: +55 11 94357-3450 (whatsapp do Mantenedor).

Missionários: heróis ou humanos?

“Homens, porque vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês…” Atos. 14.15

Em Listra, Deus usa a vida de Paulo para um curar um homem que fora paralitico desde o nascimento. Um acontecimento único e fora do comum para o povo do seu tempo. Pregavam a Palavra e os sinais e maravilhas de Deus confirmavam a sua mensagem. Logo foram considerados deuses e o povo queria idolatrá-los trazendo-lhes seus sacríficos. Foram conclamados heróis de sua época. Aclamados pela multidão por tantas obras realizadas.

Não é a primeira vez que me deparo com essa reflexão: Missionário é herói? Precisamos de tanto status? De tanta aclamação quando voltamos a nossa pátria e relatamos o que fizemos? Somos por vezes colocados num patamar elevado, de superioridade aos demais. E aceitamos tais ações quase que automaticamente. Conscientemente ou não nos colocamos no papel de heróis e heroínas do Reino de Deus.

É fato que cada missionário tem dedicado sua vida em favor da missão de Deus. Têm sido corajosos para enfrentarem tantas situações e permanecerem firmes na sua caminhada. Missionário é um ser valoroso e de muita estima para Deus. E sem dúvida, não é vão o trabalho de vossas mãos.

Mas, mesmo diante de tanto trabalho e resultados, quem somos nós, senão apenas humanos. Humanos que são passíveis de erros. Que são totalmente dependentes de Deus, pois sem ele nada podemos fazer (Jo 15.5). Que são apenas instrumentos nas mãos de Deus. Humanos que são servos e como servos apenas cumprimos as ordens do nosso Senhor, e no final, por mais maravilhoso que seja o que fizemos, fizemos apenas nosso dever (Lc 17.9-10). Dele, por Ele e para Ele são todas coisas (Rm 11.36).

Somos dignos de receber reconhecimento e valor daqueles que pela vontade de Deus nos enviou para a missão do Pai. E o próprio Pai nos proporciona momentos e maneiras de sermos reconhecidos pelo trabalho que estamos realizando PARA ELE. Mas, não permitamos que o sentimento do heroísmo entre em nossos corações. Que os aplausos mexam com nossa essência de servos. Que o status que nos colocam não seja acima D’Aquele que fez tudo. ELE É O VERDADEIRO HERÓI. Não somos dignos de trabalhar para o Seu Reino, mas por seu imenso amor e favor, fomos escolhidos. Somos apenas HUMANOS, vivendo e servindo para SUA HONRA E GLÓRIA.


Claudia Cumba

É missionária da Missão Kairós em Guiné Bissau

Keru Dund – Casa de Vida

O Posto de Saúde Keru Dund (Casa de Vida) é um Trabalho feito com amor, sem fins lucrativos, para ajudar a comunidade no âmbito da saúde.

Fundado pela Missão Kairós em 2003 por iniciativa da Missionária Sônia Mendes, na cidade de Rufisque, onde até então, era conhecida como a cidade do lixo.

Hoje funcionamos com campanhas médicas, odontológicas e de optometria, de uma a duas vezes ao ano. No decorrer da semana temos atendimento Clínico Geral e Neuro. Administração de medicamento, curativos e outros. Atendemos ao público geral com diversas causas de doenças, entre elas, as bacterianas, respiratórias, oftalmológicas, dentarias, neurológicas, fúngicas, feridas e outros…

Nossa equipe é composta por: Uma enfermeira, um tec. em enfermagem, um clínico geral, um neurocirurgião, uma auxiliar de farmácia, uma secretária, uma auxiliar de Odontologia, uma zeladora e mais um casal de missionários que nos apoiam.

Na porta de entrada do projeto, se encontra o plano de salvação, na sala de espera, passamos o filme Jesus na língua Wolof e temos bíblias e livretos evangelísticos espalhados pelo posto de saúde.  São atendidas cerca de 150 pessoas por semana. Milhares de pacientes já passaram pela consulta.

Temos a plena convicção de que o amor de Jesus está se manifestando na vida dos pacientes.

Nosso desafio é manter as portas abertas, hoje estamos buscando parcerias para manter o instrumento de Evangelização que temos. Mensalmente o nosso compromisso é pagar os colaboradores nacionais, fazer compra de medicamentos para reabastecer a farmácia, pagar as despesas gerais do espaço e reparações.

Um dia, já havíamos terminado o atendimento, estávamos fechando a porta, quando uma senhora chegou querendo se consultar, expliquei então que ela poderia ir em um posto de saúde não muito longe do nosso e sua resposta foi:  “Não, prefiro aqui no Keru Dund, pois sinto aqui uma paz e grande diferença.”

Que o nosso Deus, rico em graça vos abençoe hoje e sempre!

Viagem de curto prazo

PROJETO SAMARITANOS

A Missão Kairós em parceria com a IECP de Vila Vera/SP, promoverá uma viagem missionária de curto prazo em Guiné-Bissau, com o propósito de contribuir com o ministério local por meio de assistência médica especializada; capacitação de obreiros por meio de cursos e workshop e encorajamento por meio da escuta pastoral, aconselhamento bíblico e intercessão.

Data: 16 a 30 de maio de 2022
Local: Guiné-Bissau

Investimento – Incluso ($560,00 dólar)

  • Treinamento Pré-viagem – obrigatório
  • Transporte interno (Guiné-Bissau)
  • Hospedagem
  • Alimentação
  • Despesas não previstas

Investimento – Extra

  • Passagem aérea
  • Seguro de viagem
  • Exame PCR (Covid-19) com resultado negativo até 72h antes do embarque (ida e volta)
  • Visto

Atividades Pré-Viagem

  1. Capacitação
    Capacitação básica para melhor servir a igreja anfitriã, por meio de workshop. O treinamento será oferecido na modalidade on-line
  2. Reuniões de Orientação

Atividades durante a Viagem

Planejamento de atividades para um bom aproveitamento do tempo, buscando trabalhar todas as áreas necessárias do projeto e da equipe.

  • Chegada
  • Recepção
  • Cronograma diário e de briefing
  • Retorno
Equipe Organizadora
Missão Kairós |Anfitrião em Guiné-Bissau
Departamento de Missões O Bom Samaritano IECP / SP

Choque cultural inverso: quando no lar já não se sente como em casa

Passei o verão de 2014 em um país da Ásia Central em uma viagem prolongada de observação para ver se o Senhor estava me levando para servir lá por um longo prazo. Estava lá há apenas duas semanas quando a realidade se instalou. A emoção de um novo lugar, uma bela cidade e uma cultura cheia de novas experiências rapidamente se desvaneceu.

A adaptação ao fuso horário pareceu demorar mais que o normal. Não conseguia dormir bem. Ficava frustrada com o barulho constante da cidade e me cansava a comida. Não sabia nada da língua. Não conseguia entender como me relacionar com as pessoas. Certamente não esperava que aderissem às minhas próprias normas culturais, mas tive dificuldade em aprender como me relacionar com as deles. O chamado à oração que soava cinco vezes ao dia me lembrava da escuridão espiritual do lugar e me senti impotente para fazer algo a respeito.

Se você passou mais de duas semanas em uma cultura diferente, como eu passei, é provável que tenha experimentado um choque cultural. O choque cultural ocorre quando a falta de familiaridade e as diferenças de uma nova cultura se tornam esmagadoras e desorientadoras.

Para os missionários que passam anos em um novo lugar, o choque cultural geralmente ocorre durante seu primeiro ano. À medida que desaparece a fase de lua-de-mel ao entrar em uma nova cultura, as diferenças tornam-se aparentes e os missionários podem sentir frustração, ansiedade, solidão e outras emoções difíceis, enquanto tentam navegar numa terra estrangeira que supostamente devem chamar de lar.

Eventualmente, no entanto, eles se ajustam. À medida que aprendem a língua, se familiarizam com as normas sociais, fazem amigos e aceitam as diferenças do país anfitrião, isso já não parece tão novo e desconhecido. Começam a adaptar-se ao seu novo ambiente e podem participar mais confortavelmente da vida cotidiana.

O choque cultural, mesmo que nem todos o tenhamos experimentado, é provavelmente um conceito familiar. Podemos entender conceitualmente o que acontece. Faz sentido. É claro que a adaptação a uma nova cultura seria difícil.

Mas você sabia que também há “choque cultural inverso”?

O que é choque cultural inverso?

O choque cultural inverso é quase idêntico ao choque cultural, só que ocorre quando uma pessoa regressa à sua cultura de origem. Depois de passar um tempo significativo aprendendo a se sentir à vontade em outra cultura, os missionários que voltam para casa podem ter uma visão diferente da cultura em que cresceram. Podem até sentir nostalgia pela cultura que deixaram. Os missionários que regressam enfrentam a realidade de se adaptar a um lugar que deveria ser familiar, mas não é mais.

Para aqueles de nós que não passaram um tempo significativo no estrangeiro, a ideia do choque cultural inverso pode ser confusa. Afinal de contas, aqueles que regressam a seu país supostamente estão regressando para casa. Estão voltando para tudo o que deveria ser familiar e confortável.

Mas a realidade é que aqueles que fizeram um lar em uma nova cultura provavelmente não sintam que voltaram para casa. Não só a cultura de origem parece mais estranha, como as coisas em casa também não são como as deixaram. Os amigos podem ter-se mudado, casado ou tido bebês. Talvez um membro da família tenha morrido enquanto estavam fora. Todos estes fatores contribuem para reverter o choque cultural.

Como a igreja local pode ajudar?

É aqui que entra a igreja local. É importante para nós estarmos familiarizados com o conceito de choque cultural inverso e esperar que isso aconteça quando nossos amigos missionários retornarem do campo. Embora seja possível que os tenhamos apoiado enquanto estiveram no estrangeiro, o apoio não termina quando regressam. Estas são algumas formas de apoiarmos os missionários quando voltam para casa.

Orar

A oração deve preceder tudo o que fazemos. Quando os nossos missionários voltarem para casa, devemos orar por todos os aspectos de sua transição.

Deveríamos orar para que possam reajustar-se à cultura que um dia chamaram de lar. Devemos orar por seu estado emocional, mental e espiritual, para que confiem que o Senhor que os sustentou durante seu tempo no exterior é o mesmo Senhor que os guiará em sua transição para casa. Devemos orar para que o Senhor proporcione um lar, um trabalho, uma comunidade de apoio à igreja, e outras necessidades básicas.

Também devemos orar para que possamos escutá-los humildemente, encorajá-los e ajudá-los a fazer a transição para casa o melhor que pudermos.

Receber bem

Um ouvido que escuta faz muito. Preocupe-se genuinamente com seu tempo no estrangeiro e com as pessoas a quem servem. Faça perguntas sobre sua cultura anfitriã e seu ministério, e não sobre como foi sua “viagem”. Vá com eles a um restaurante que serve a comida que eles comeram no exterior. Ore com eles pelos amigos que deixaram e que talvez não conheçam Jesus. Permita que compartilhem histórias com você para ajudá-los a processar verbalmente o que sentem e como podem estar lutando. Mostre hospitalidade e apresente-os a novos amigos que também podem ajudá-los.

Responder com graça

Partes da cultura do país de origem podem frustrar um missionário que regressa. Tive vários amigos missionários que chegaram em casa e ficaram horrorizados com o custo da comida aqui, inclusive as comidas rápidas. Este é só um pequeno exemplo de choque cultural inverso.

É possível que não entendamos porque algo que nos parece tão normal é tão frustrante para alguém que regressa ao país. Mas muitos missionários têm passado tanto tempo longe que as normas culturais já não são normais para eles. Se ocorrerem frustrações, responda com graça e com toda a compreensão que puder.

Nesse sentido, seja paciente com seus amigos. Conheço missionários que se movem sem problemas entre culturas, mas também conheço muitos outros que levam meses ou anos para se reajustarem à cultura do seu país, se é que conseguem. Alguns missionários, especialmente aqueles que passaram a maior parte de suas vidas no exterior, talvez nunca voltem a sentir-se em casa em seu país de origem.

Seja qual for a etapa em que estejam seus amigos missionários que retornaram, não espere que sejam a mesma pessoa que eram quando se foram. Abrace sua mistura de atributos culturais, enquanto tentam combinar a cultura em que nasceram com a cultura que adotaram.

Oferecer ajuda prática

Os missionários que regressam têm muita logística com a qual lidar em seu retorno, o que contribui para reverter o choque cultural. Isso pode incluir, mas não está limitado a: moradia, carro, trabalho, seguros, escolas, médicos e mais. Os missionários se acostumam a calcular a logística em seus países de acolhimento e, por isso, reajustar-se aos sistemas de seu país de origem pode ser estressante e desconcertante. Lidar com um seguro de saúde é estressante para qualquer um; só imagine como esse stress poderia ser agravado se você estivesse tratando de resolvê-lo depois de ter vivido durante anos no exterior.

Há muitas maneiras de você ajudar de forma prática com essa logística. Ofereça-se para cuidar dos filhos deles enquanto procuram um lugar para morar. Empreste um carro para eles enquanto procuram um próprio. Se conhece algum, dê a eles recomendações de bons médicos e agentes de seguros. Transmita qualquer informação que você ouvir sobre possíveis ofertas de emprego.

É uma evidência da graça de Deus que todos os crentes, incluindo os missionários que regressam, podem ter comunhão com outros crentes na comunidade da igreja local. Como igreja, temos a oportunidade de apoiar os missionários em todas as etapas de seu serviço, incluindo seu regresso, à medida que experimentam o choque cultural inverso e se ajustam à vida no lugar que alguma vez chamaram de lar.

Meredith Cook é editora de conteúdo da Junta de Missões Internacionais. Ela tem mestrado em missiologia pelo Southeastern Baptist Theological Seminary. Ela e seu marido moram em Houston, Texas.

Fonte: International Mission Board

Sucessores de missões além fronteiras

O Brasil hoje alcança um número expressivo de pessoas que se declaram cristãos, e cabe a nós a responsabilidade de fazer discípulos em todas as nações, portanto, quanto mais crescemos também aumenta sobre nós a responsabilidade de levar as boas novas de Salvação para mais pessoas em todos os locais da terra.

Estamos vivendo um tempo diferente em termos de missões e isso acontece por dois fatores novos: primeiro muitas das nações não alcançadas estão vindo até nós já que estamos repletos de povos imigrantes e refugiados pelas ruas das nossas cidades. O outro fator é que em especial nos países da América Latina e alguns de África e Ásia o evangelho alcançou também proporções expressivas, o que é muito bom, porém os novos convertidos carecem de capacitação para dar seguimento a propagação do evangelho. Muitos estão desejosos por ir pregar aos não alcançados dentro de seu próprio país e até fora dele, mas esperam por mais instruções e ferramentas.

Pastor Adriano Trindade – Coordenador Treinamento Kairós/AMAS – México.

Aqui entramos nós brasileiros, país onde o evangelho cresceu e continua crescendo. Temos hoje excelentes professores, teólogos e missionários experientes que podem contribuir para a formação das novas gerações, os “Sucessores de Missões”, cremos firmemente nesta visão e missão e já estamos trabalhando nela.

Estamos tendo nossa primeira experiência nesta nova área, treinando candidatos mexicanos e colombianos para alcançar suas nações e irem à outras. Nesta primeira experiência sucedeu outro milagre. Deus reuniu pessoas de várias nacionalidades, igrejas diversas e agências missionárias para que o treinamentoKairos-AMAS seja uma realidade, portanto hoje estamos agradecidos com todos envolvidos e sinta-se orgulhoso em fazer parte deste projeto!

E sobre isso o Espírito Santo nos traz a mente o texto de Paulo na carta aos Filipenses 4:10-17.

Orar, ofertar, ir ou participar de várias maneiras é uma grande oportunidade que está diante de nós. Paulo se alegra pela oportunidade que foi dada aos Filipenses e o bem que eles faziam em aliar-se com ele neste projeto.
Missões não deve ser uma carga, mas uma satisfação, portanto se você ama a Cristo tome parte neste projeto e invista na formação de novos obreiros, a repercussão será multicultural e eterna!

Alguns oram, outros contribuem, outras vem até aqui ajudar, dar aulas, outros estão recebendo os professores em suas casas e facilitando o trabalho. E muitos atuam no anonimato, mas apóiam como podem. Porém, o importante é que diante de Deus todos estão realizando um trabalho importante, una-se a nós nesta grande Obra.

Ore por:

  • Forças físicas. Creia que realmente necessitamos, passamos por intenso calor e já tive algumas crises de saúde neste tempo.
  • Por sustento financeiro. Se estiver em condições, não deixe de ofertar, pois precisamos sua ajudar para cobrir compromissos no Brasil, aqui no México e ainda ajudar no sustento dos alunos e da equipe.
  • Pelos alunos que se formaram. Que Deus lhes fortaleça e confirme o chamado específico de cada um.
  • Orem por Lupita e por nossos filhos. Ela já está no Brasil com eles.
  • Orem pela equipe que serviu conosco: Andre, Rafaela, Andreia, Lissania e Isai.

Forte abraço a todos!
Pr. Adriano Trindade Neto

Ore pela Igreja perseguida no México

Graça e paz queridos, entramos no segundo mês do treinamento Missionário da AMAS-KAIRÓS. Muito calor, muitos desafios, muito tempo em aulas e trabalho em equipe.

O grupo segue em frente sendo formado para alcançar as nações, entre tantas experiências, queremos compartilhar apenas uma. Sempre ouvimos falar sobre a igreja perseguida, e o México ocupa o 38º na lista dos países com perseguição segundo as Portas Abertas.

Neste primeiro mês tivemos, a oportunidade de conhecer uma cidade onde foi palco de grande perseguição e derramamento de sangue. Ali muitos cristãos perderam suas vidas por confessar a Cristo Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas.

Depois de conhecer uma parte da cidade onde se pratica extrema bruxaria misturada com religião, fomos até uma casa, e para nossa surpresa ali estava um grupo de 20 irmãos corajosos louvado a Deus.

Nesta cidade até hoje está proibido a construção de igrejas evangélicas. Muitos por professarem sua fé, tem seus serviços de saneamento básicos cortados e seus filhos não são bem vindos e vivem oprimidos pelos demais.

Ao conhecer este valente grupo, me lembrei da história de Jonas, pois assim como em Nínive, esta cidade mexicana precisa ser alcançada, e faço diante disto três perguntas:

O que pensa Deus sobre essa cidade? Aonde está Deus? O que Deus que fazer? As resposta são muito claras, Deus os ama, Deus está nos crentes, Deus quer Salva-los.

Por segurança não podemos revelar a cidade, mas uma coisa sabemos Deus ama aquele povo que derramou tanto sangue, Deus quer através de nós entrar lá e fazer maravilhas, orem pelos povos perseguidos no México e no mundo, eles são verdadeiros Discípulos do Senhor!

Cremos não só no crescimento da igreja mexicana mas também no que Deus pode fazer através deles em todas as nações.

O treinamento missionário segue até 28 de novembro, orem por:

  • Saúde física e proteção. Este mês aparecerem muitas serpentes no local.
  • Sustento financeiro para nossa equipe e alunos, não deixe de participar.
  • Pelos professores que estão ministrando, entre eles tivemos o pastor Paulo e teremos o pastor Luís líder da Kairos México.
  • Ore pela saúde do Pastor Daniel e Ruth, presidentes da missão AMAS.
  • Por nossas famílias que estão no Brasil.
  • Por direcionamento de campo para cada aluno.

Em Cristo Jesus

Pastores missionários Adriano e Lupita.