Os Povos Budistas

A força missionária brasileira dedicada aos povos budistas é pequena. Talvez, esse seja o grupo menos prestigiado na hora de se escolher um campo de trabalho por parte dos vocacionados.

Entre os brasileiros, apenas 5,4% dos nossos obreiros estão atuando neste segmento. 

Uma igreja que ora e envia é o fundamento para mudar esse cenário. E um povo que persevere no propósito de vencer as barreiras desta cosmovisão, que possui mais de 200 escolas teológicas diferentes em todo o mundo.

Oremos!

Animismo, uma casa sem portas

Animismo é uma base filosófica sob a qual várias religiões se apoiam. Dele deriva crenças tribais de toda a sorte, desde pequenas comunidades isoladas no Peru até a mais remota vila na imensa Índia. O animismo é a crença em que elementos da natureza possuem algum tipo de “essência” espiritual. E a adoração desses elementos (ou outras divindades míticas) como base de fé.

O hinduísmo de matriz indiana talvez seja numericamente a maior expressão do animismo no mundo. Calcula-se 33 milhões de deuses nessas culturas, cultuados diariamente sob o medo das suas fúrias imprevisíveis por pelo menos de 1.5 bilhões de pessoas. 

Na força missionária brasileira, 9,6% dos obreiros atuam entre povos animistas. 

Um dos desafios nesse grupo é vencer a complexidade da cosmovisão politeísta que não tem janelas de contato com a fé cristã, monoteísta e racional. Não se encontra portas acessíveis no evangelismo e discipulado nesse contexto. 

 

Que Deus abençoe os obreiros dessa seara.

Povos em Diáspora

Diáspora significa deslocamento. Povos em diáspora são aqueles que modernamente classificamos como refugiados, pois experimentaram uma situação crítica de guerra, fome, perseguição ou risco de vida em sua própria terra por diferentes motivos. 

No Brasil, temos cerca de 100 povos em diáspora. E 29 deles são de nações onde o Cristianismo é perseguido ou proibido.

Já no mundo, assistimos também grandes ondas de refúgio. Nações como Síria, Venezuela, Paquistão, Sudão do Sul, Honduras e Irã são exemplos de nações em crise aguda, que força parte da sua população a fugir para outros países.

O refugiado ou o aspirante a asilo (político ou religioso), além do trauma em si, lida com preconceito, extrema vulnerabilidade social e em alguns casos, prisão por falta de visto adequado. Lidar com povos em diáspora é estar pronto para lidar com sofrimento. E apenas 10,1% dos missionários brasileiros estão envolvidos nesse perfil de público.

 

Que Deus nos ajude a sermos sensíveis com os peregrinos sobre a terra. 

Descrença: a nova fé!

O novo ambiente cultural e moral do Ocidente não surgiu do nada. Mudanças intelectuais maciças moldaram e remodelaram nossa cultura desde o alvorecer do Iluminismo. No coração dessa grande mudança intelectual está a secularização.

Secular, em termos de conversação sociológica e intelectual contemporânea, refere-se à ausência de qualquer vínculo em relação à crença ou à autoridade de Deus. Ou seja, é uma nova crença ou fé, que consiste em negar qualquer fé e qualquer absoluto, deixando o homem à sua própria sorte, conforme Romanos 1.

Nações de herança comunista ou socialista, países da união europeia, centros acadêmicos em todo mundo são exemplos de centros produtores e disseminadores dessa nova religião.

Que Deus quebrante esses corações!

 

Fonte: https://ministeriofiel.com.br/artigos/o-avanco-do-secularismo/

Os Sertanejos Brasileiros

Sertanejos são uma enorme camada da população brasileira que vive em contextos isolados dos grandes centros urbanos dos estados do norte e nordeste. 

Fortamente ligados à agricultura e pecuária, estima-se que em regime de “assentamento”, temos cerca de 6 mil comunidades sertanejas no Brasil. E assim como outros grupos mais isolados, padecem com a falta de estrutura precária, somada às limitações climáticas da região, falta de água, calor excessivo etc.

Centenas de pequenas cidades do interior desses estados não possuem uma única igreja evangélica. O que dizer então de um assentamento, isolado, nesse contexto. 

E 10,2% dos obreiros brasileiros estão dedicados a esse povos. Quem mais irá?

Os Povos à Margem

Ribeirinhos brasileiros são povos que vivem à margem de grandes rios do país, onde se destaca a região amazônica, que possui a maior parcela dessa população.

Estima-se que cerca de 35 mil comunidades, somente na Amazônia.  E pelo menos 10 mil delas sem qualquer presença evangélica. A situação de saúde básica, educação e infra estrutura são um desafio tanto para a comunidade em si, quanto para o envio de obreiros. 

E apenas 12,6% dos missionários brasileiros se dedicam a essa parcela da população. Oremos!

Por mais pastores nos campos

Há missionários pastores e pastores missionários. Sim! A plantação de igrejas, quase sempre, atrai um perfim de obreiro transcultural mais pastoral. E isso é fundamental, pois para além do evangelismo, o desafio do discipulado é ainda mais importante.

Um dos princípios que mais valorizamos na Missão Kairós é plantar igrejas em lugares onde não há comunidades de cristãos organizadas. 

Dos missionários brasileiros, esse grupo representa 17,3% do total de obreiros. Que o Senhor da Seara nos ajude!

Ministérios Estratégicos

O obreiro de base, responsável pelo envio e a manutenção das equipes transculturais, são hoje, segundo pesquisa da AMTB, 17,6% da força missionária brasileira.

Administração, contabilidade, comunicação, mobilização, treinamento de vocacionados e professores são algumas das atividades desempenhadas por estes obreiros. 

Um dos maiores desafios para esse grupo é a falta de reconhecimento por parte de igrejas enviadoras/adotantes e de sustento financeiro. Lamentavelmente, ainda há uma hipervalorização do obreiro além mar em detrimento daqueles que mantem os mesmos na linha de frente! Oremos.

Os Povos Islâmicos

Enviamos 21% da nossa força missionária para grupos islamizados. Há inúmeras oportunidades sociais, educacionais e estratégicas nessas localidades.

Oremos pelos seguidores de Cristo em contextos onde o islamismo é a religião majoritária. Que eles sejam inspirados a testemunhar sua fé, servir suas comunidades e resplandecer a glória de Deus onde estão. Que a proteção de Deus os sustente!

Um grande banquete estará posto. Que os filhos de Ismael estejam conosco à mesa.

Indígenas

 

Segundo pesquisa da Associação Missionária Transcultural Brasileira (AMTB), considerando a força missionária brasileira em realidade transculturais, 21,7% dos obreiros atuam entre povos indígenas. 

No entando, existem 99 aldeias consideradas não engajadas em nosso território, ou seja: sem obreiros, sem cristãos, sem igreja e sem Bíblia traduzida. 

Orem pelos povos indígenas do Brasil. Oremos para que o CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas) seja uma grande força missionária para alcançar seu próprio povo.